Brasil precisa avançar em estratégia de inovação
[:pb]Por: Patricia Knebel
Foto: Lançamento do evento aconteceu no Palácio Piratini, em Porto Alegre /LUIZ CHAVES/PALÁCIO PIRATINI/JC – Jornal do Comércio
O Brasil possui diversas iniciativas referências em inovação, que passam por parques tecnológicos, aceleradoras, incubadores e startups desenvolvendo produtos e serviços disruptivos. O que falta é potencializar isso e ligar os pontos, alerta o presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Humberto Pereira.
“O Brasil é um país de superlativos, com importantes iniciativas sendo feitas em alguns polos de inovação, como em Florianópolis, Porto Alegre e Campinas, mas ainda são ações pontuais. Precisamos de uma estratégia nacional de inovação”, defende. Ele esteve ontem (25/04) em Porto Alegre para participar do lançamento da Conferência Anpei de Inovação 2018, que irá acontecer de 28 a 30 de maio, em Gramado, com o tema Novas Alavancas de Criação de Valor. O encontro aconteceu no Palácio Piratini com o governador José Ivo Sartori. A conferência é promovida anualmente, em diferentes estados, incluindo palestras de especialistas, apresentação de cases de inovação de grandes empresas e instituições científicas e tecnológicas, rodadas de negócios e visitas técnicas.
Pereira analisa que o Brasil possui marcos regulatórios importantes na área da inovação, embora eles nem sempre tenham avançado na velocidade esperada. Entretanto, quando se pensa na questão estrutural, o que inclui o cenário econômico, é que se percebe o quanto ainda é preciso avançar. “Existem iniciativas que não estão necessariamente ligadas às áreas da Ciência, Tecnologia e Inovação, mas das quais elas dependem. Um exemplo é a necessidade de o governo criar condições que motivem o empreendedorismo”, sugere Pereira.
O Brasil, segundo ele, possui um investimento razoável em ciência, mas ainda enfrenta a lacuna de transformar isso em valor aplicado para o mercado. “A qualidade da pesquisa científica básica produzida aqui é muito relevante, mas, mesmo nesse aspecto, precisamos de um direcionamento nacional sobre os focos principais a serem explorados”, diz, citando as áreas de agronegócios, matrizes energéticas e as ligadas a transformação digital, como Internet das Coisas e manufatura avançada.
Fonte: Jornal do Comércio[:]